Saturday, September 09, 2006

Lúcida do real


Volto a sentir a pobre rotina
A rondar o meu ser,
Sinto uma amena neblina
Que me faz entristecer

Oh tu de onde vens
Onde paira esse teu sorriso
Será que já tens
Aquilo que eu tanto preciso?

Será que tudo foi em vão
Ou será que eu própria perdi
Quantos minutos precisos são
Para ter tudo aquilo que eu pedi?

Quanto mais vou ter que perder
Para perceber o que perdi,
Quanto mais vou ter que sofrer
Para entender o que não entendi

Quanto mais, quanto mais?
O tempo já escasseia
O tempo já não para
Alias, nunca parou...
Mas por momentos...
Gratificamente algo em mim ficou

A tal suave neblina
Que hoje me nega um sorriso
Aquele ameno clima
Que me fez acreditar no paraíso

Me fez acreditar que tudo existia
Mesmo para além do que pode-se ver
Fez-me acreditar que eu teria
Tudo, tudo o que não posso ter

Mas hoje lúcida do real
Nego tal personagem no ecrã
Choro de forma incondicional
Despeço-me com um breve: até amanhã!

3 comments:

Anonymous said...

Olha querida, eu nao te conheço nem sei nada sobre ti, simplesmente partilho um amor pela poesia muito semelhante ao teu.

A poesia não é algo que se aprenda, é algo que nasce connosco e tu certamente foste uma das abençoadas com esse dom.

Tens uma poesia muito profunda e bem definida epenas por este poema, adorei e vou comentar muitos mais certamente.

Gostei mesmo muito e assim que puder vou ler os outros.

Beijinhos

Scorpshine

Faldoca'z said...

ta girO o teu blog=)
beijaO krida:*

Anonymous said...

Gostava de poder responder
Às perguntas do teu coração
Mas aqui não me podes ver
Por mais que grite é tudo em vão

Aqui em baixo está frio e escuro
Mas ainda te ouço a chorar
Mas entre nós está um muro
Que tu não podes trespassar

Queria muito estar contigo
Respirar e ver a lua
Dizer-te que a minha alma é tua
Que tu és o meu abrigo

Mas por agora estou aqui
Esperando a tua hora
Aguardando só por ti
Enquanto a minha alma chora.

Tenho medo, muito medo
As trevas gelam meu coração
Ouço passos lá em cima
E alguém chorando uma canção

Dentro de mim eu sei que és tu
Que me visitas deixando flores
E eu por baixo dos pés
Sem poder dizer "Não chores"

Não te posso limpar as lágrimas
Mas sinto o quanto são brilhantes
Se pudesse em mim guarda-las
Faria um colar de diamantes

Queria tanto poder tocar-te
Dizer-te que te estou a ouvir
Eu bem tento segredar-te
Quando estás em casa a dormir

Tu sorris mas não me vês
Tu sorris mas não me ouves
Tu sorris e sou feliz
Tu acordas e eu sofro...

Porque chega a hora de partir
De viver esta ilusão
Vou embora a sorrir
De novo para a escuridão

Deito-me novamente pois sei que vais voltar
Sinto-te cá dentro neste coração que já não bate...

Agora já não choro, agora já não sofro...
Apenas me deito a esperar alguém com quem vivi
Alguém que me quis ensinar e eu nunca aprendi...

Mas agora aqui no escuro
Mesmo sem vida ou coração
Tento trespassar o muro
Que te separa do meu caixão

E grito com a minha alma
Que para sempre vou-te amar
Entretanto traz rosas brancas
Quando me vieres visitar

Amo-te...

By
Scorpshine_________________________




[já percebi que tens namorado, ele que não leve isto a mal nem à letra, não tem nada a ver. Beijinhos]